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Quimeras e Utopias

Quimeras e Utopias

Nick Drake — feliz descoberta

Desconhecia a existência da música de Nick Drake até há umas semanas. Numa referência num post de facebook a um álbum da mãe de Drake, Molly Drake, acabei por ir desaguar no rio musical do filho Nick. E só me pergunto como diabo não tinha dado, até agora, pela existência deste músico e compositor. Melodias límpidas, algo melancólicas, mas sem serem soturnas, uma voz frágil, mas perfeita na sua singularidade exatamente pelas sensações algo ambíguas que transmite.

 

Num impulso curioso, fui pesquisar um pouco sobre Nick Drake. O músico, compositor e cantor teve uma existência assombrada pela depressão. Nascido em 1948 e falecido em 1974, sucumbiu a uma overdose de medicamentos (intencional ou involuntária), deixando, apesar da curta vida, um já considerável legado musical.

 

Deixando o passado de Drake onde ele pertence, fico-me pela incansável e por agora obsessiva audição dos seus álbuns. Assim são os artistas — têm o poder de continuar a comunicar, a provocar exaltação em vidas mergulhadas no marasmo, mesmo longos anos após as suas mortes. No que a morte é, simbolicamente ou metaforicamente falando — o fim, o encerrar de uma existência, o irrevogável — nunca o chega verdadeiramente a ser para um artista. O artista não morre. E quando o faz, ressuscita a cada nova invocação da sua obra.

 

Nick Drake — Day is done (álbum: Five Leaves Left)