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Quimeras e Utopias

Quimeras e Utopias

Lisa Gerrard — deusa do meu Olimpo

É impossível ficar-se indiferente perante a voz de Lisa Gerrard. Até pode ser que se odeie, mas o ímpeto perante a sua música será sempre visceral, nunca neutral.

Conheci Lisa Gerrard através da banda sonora do filme Gladiador e a partir daí foi um desenrolar de um novelo de emoções, de uma quase estupefação perante a capacidade vocal da cantora/instrumentista/compositora.

Se é possível encontrar contributos fantásticos em bandas sonoras tais como em Gladiador, Man on Fire, Ichi, Schindlers list, os seus trabalhos a solo ou em colaborações selecionadas acabam por me transcender, a meu ver, os trabalhos nas trilhas sonoras de filmes. Há uma certa transgressão, uma voz que funciona quase como uma entidade autónoma da música, há ainda ma gestão fabulosa dos tempos, dos silêncios, um domínio completo da voz sem que pareça exibicionista, fazendo da experiência de a ouvir uma espécie de revelação espiritual, metafísica.

Lisa Gerrard é australiana e, para além dos já referidos trabalhos a solo, com colaborações e em diversas bandas sonoras, fez parte da banda Dead Can Dance, um projeto musical iniciado por Lisa e o irlandês Brendan Perry (com quem esteve casada durante vários anos) em 1981, em Melbourne, na Austrália. O último álbum da banda foi em 2012, já depois de várias saídas e entradas de músicos na formação inicial dos Dead Can Dance, assim como de algumas interrupções de anos.

Tentei selecionar duas músicas para aqui colocar, mas gosto de tantas que estive para aqui a debater-me sobre quais escolher. Assim, fica o tema principal do filme Gladiador, um tema de Lisa Gerrard e do compositor Hans Zimmer.

 

Now we are free. Hans Zimmer e Lisa Gerrard, para o filme Gladiador, realizado por Ridley Scott, 2000.

 

Deixo ainda uma das músicas que prefiro de Lisa. O clip não é o vídeo oficial da música, mas acho-o muito bem conseguido.

 

Redemption II, álbum Black Opal, Lisa Gerrard. Imagens retiradas do filme A paixão de Cristo, realizado por Mel Gibson.

 

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