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Quimeras e Utopias

Quimeras e Utopias

Inovações criminais

Porque nem só de bustos pitorescos vive o homem e porque a cabecinha hoje (e nos últimos dias) não dá para mais, hoje decidi dedicar o meu post ao último grito no que diz respeito à inovação criminal.

 

Dentro do crime é possível enveredar por vários esquemas diferentes para tentar extorquir umas boas quantias aos mais incautos. O sequestro é uma das opções. Rapta-se determinada pessoa e exige-se aos seus entes queridos mais próximos um resgate astronómico para que a mesma seja libertada e possa regressar a casa (de preferência viva).

 

No entanto, um grupo criminoso da Sardenha resolveu dar um toque de inovação à opção criminosa do sequestro, porque há sempre espaço para inovar, mesmo que o negócio empreendedor em questão seja na área do crime.

 

Porquê raptar alguém vivo (que grande trabalheira, a pessoa resiste, grita, esperneia, tem de se lhe dar de comer e beber, etc.) se se pode raptar alguém morto?

 

Este inovador grupo criminoso da Sardenha pretendia raptar o corpo do falecido fundador da Ferrari, Enzo Ferrari, falecido em 1988 com 90 anos. O corpo repousa num jazigo da família num cemitério próximo das instalações da fábrica da Ferrari e a intenção do grupo era retirá-lo de lá de forma a pedir um resgate à família ou mesmo à própria empresa Ferrari. Infelizmente, os intentos criminosos do grupo saíram gorados porque a polícia de Nuoro, quando levava a cabo umas investigações relacionadas com o tráfico de armas, deparou-se com o plano inovador da quadrilha, frustrando assim os seus intentos de ganhar umas massas.

 

E digo infelizmente porque, mesmo tratando-se de um crime, é impossível não extrapolar para o filme que este crime seria se pudesse ter sido levado a cabo. Uma quadrilha a passear pela cidade com um caixão na parte de trás de uma carrinha, as movimentações para esconder o caixão, caixão escada a cima, caixão escada a baixo, o telefonema para a família:

 

«Temos o Enzo. Queremos 3 milhões para o soltar.»

e a família, perplexa, pergunta: «O Enzo, qual Enzo? Aquele que morreu há 29 anos?»

«Sim. Esse. Queremos marcar a entrega contra pagamento dos 3 milhões. Tragam 4 homens para carregar o Enzo».

«O Enzo não vale 3 milhões. Está morto há décadas. Podem ficar com ele.»

 

Em suma, a inovação e o empreendedorismo são sempre bem-vindos, seja em que ramo de atividade for, mais não seja para me fazer deambular pela casa, imaginando filmes policiais em que a vítima é um cadáver. Uma pessoa sempre tem de se entreter com alguma coisa.

 

Enzo Ferrari.jpg

Enzo Ferrari. Fotografia retirada daqui.

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