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Quimeras e Utopias

Quimeras e Utopias

Dentro da caixa

Choramos todos os mesmos mortos. RIP, RIP, gostava tanto de o ouvir, gostava tanto de a ler, que bom artista que era, o mundo não será o mesmo sem ele.

 

Falamos todos sobre as mesmas coisas. Temos uma opinião consolidada, a favor ou contra. Nunca a dúvida ou a desinformação pode ser assumida. Duvidar ou não saber é crime lesa-majestade. Se duvidas ou não sabes, escolhe um lado.

 

Escolhe um diabo de um lado o quanto antes.

 

Só assim te podes exasperar com diferentes opiniões, só assim podes insultar os do outro lado da barricada se estes partirem para o insulto. Podes ainda ser tu a começar a provocação e a ofensa. Porque não?!

 

Nós, cidadãos ocidentais, vivemos todos dentro de duas bolhas. A bolha nacional com as suas indignações diárias onde a política e o futebol aparecem no top de vendas dos assuntos que fazem rugir teclados, verter tinta para papel dos jornais abrir noticiários e que, não raras vezes, degeneram em pancadaria virtual; e a bolha internacional. Um cosmos densamente povoado, milhões de almas a respirarem dentro da mesma bolha, sem que, no entanto, a opinião do John nos E.U.A seja diferente da opinião do João do Brasil e sem que o François da França se sinta inibido de insultar com palavras feias o Francis do Reino Unido.

 

Acho que está na altura de arrumarmos na caixa a expressão «pensar fora da caixa».  Estamos todos enfiados dentro da mesma maldita caixa e acho que nos começamos a sentir confortáveis cá dentro. Encaixotamo-nos ou fomos encaixotados.

 ,

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