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Quimeras e Utopias

Quimeras e Utopias

Davides e Golias

É-me difícil estar a acompanhar um qualquer desporto de competição sem sentir a necessidade de torcer por umas das equipas ou atletas. Se é uma corrida de atletismo, vou escolher um favorito antes de começar, se é um jogo de futebol, faço exactamente a mesma coisa. Sendo algum atleta ou equipa do meu país, obviamente é essa pessoa ou equipa que irei apoiar, mas não sendo, as minhas escolhas de fã entusiástica irão necessariamente recair na pessoa ou equipa subvalorizada. Tenha uma espécie de fascínio pelos underdogs, pelos menos favoritos e espero sempre que o meu entusiasmo consiga transformar aquele jogo, aquela prova numa vitória de um David contra o favorito Golias.

 

Num Real Madrid vs Atlético de Madrid não houve Ronaldo que me convencesse a torcer pelo Real, num França vs Albânia, parecia que era albanesa desde pequenina, se o Brasil, a Argentina, a Alemanha, a Espanha ou qualquer outra potência futebolística joga, o meu favoritismo irá sempre para o seu adversário.

 

Acho que nutro uma espécie de irritação pelos Golias desportivos, pelos colossos que ganham repetidamente e espero sempre que os pequenos tenham uma oportunidade de brilhar.

 

Com isto, no jogo de terça-feira da seleção nacional portuguesa, acabando a partida com um empate, embora estivesse um pouco irritada com o resultado, pois não era a Islândia aquela seleção que nunca ia a campeonato nenhum, uma verdadeira inexperiente futebolística, dou por mim a pensar que Islândia era o tipo de equipa que eu apoiaria sem pensar duas vezes e aquele resultado era um verdadeiro brilharete. Portugal era o Golias e aquele pequeno David sem experiência conseguira-nos pôr na ordem.

 

Fiquei feliz por eles, pela capacidade de superação, pela surpresa conseguida, podiam era ter escolhido uma melhor altura para darem uma tareia vergonhosa ao Golias.

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